<7.10.05>

Sob o telheiro.

Estava um fim de tarde estupendo. A esplanada estava vazia, por isso largámos as nossas coisas e sentámo-nos à vontade sobre os puffs. O sol aconchegava-nos os corpos cobertos de areia e fazia despertar na cabeça uma dormência confortável.


As bebidas que pedimos espevitaram-nos um pouco e a conversa (sobre tudo, sobre nada) começou a ficar mais solta e disparatada. Eu observava-o enquanto falava, olhando para as suas pernas, cara, braços, cabelo. Sem que notasse, poisei a minha mão sobre a dele. Reparou apenas passados alguns minutos, e parou de falar. Olhou para o mar, e disse: "Vamos?".
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