<6.10.05>

Cheiro estranho.

Acordou fechada numa sala escura, iluminada apenas por uma estranha luz colocada no tecto. Depois dos estranhos acontecimentos no bar, o que se estava a passar não era nada claro. Quem a teria colocado ali? Por que razões? E o que iria acontecer agora?

Encostando um ouvido à única porta existente, escutou algo que não conseguiu compreender - um raspar irregular mas insistente, aparentemente ao nível do chão. Um cheiro extremamente forte e desagradável chegou-lhe então às narinas. Excremento e lixívia misturados com outra coisa qualquer. A intensidade era tal que os olhos lhe começaram a arder e teve de se afastar da porta.

Ainda sem saber se deveria tentar chamar a atenção de quem quer que estivesse do outro lado da porta, rastejou até um canto da sala, sentou-se no chão e começou a recordar a noite passada.


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